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[Resenha] Samantha Sweet, Executiva do lar, Sophie Kinsella

terça-feira, setembro 12, 2017

–Seu trabalho obviamente causa muita pressão.
– Eu funciono melhor sob pressão – explico. O que é verdade. Sei disso a meu respeito desde... bem, desde que minha mãe disse, quando eu tinha uns 8 anos. “Você funciona melhor sob pressão, Samantha.” Toda a nossa família funciona melhor assim. É como se fosse o lema de nossa família, ou algo do tipo.

Samantha Sweet tem 29 anos e é uma advogada muito bem-sucedida. A vida dela só poderia ficar melhor se ela se tornasse sócia da grande empresa que trabalha em Londres – e é exatamente isso que está prestes a acontecer. Animada com a promoção iminente, Samantha acredita que finalmente se tornará o orgulho de sua mãe, que vive sem tempo para ela mesmo depois que ela estudou em Cambridge e seguiu seus passos de maneira perfeita. Mas no dia da sua promoção ela descobre um errinho, bem pequeno. Por causa de um atraso ela acabou fazendo um grande rombo na conta de um cliente, um empresário muito importante. É, o erro não foi tão pequeno assim. 

Fantástico. Fantástico mesmo. Bastou uma olhada no seu corpo e estou com uma paixonite completa. Honestamente eu achava que era uma pessoa um pouco mais profunda que isso.

Desesperada, Samantha sai da empresa e anda desnorteada pela cidade a fora, indo parar em um trem que estraga no meio do caminho de algum lugar e a deixa no meio de um vilarejo afastado da cidade grande. Chegando lá exausta, ela é recebida de muito bom grado por Trish, dona da casa. Ela mostra a casa toda e ajuda Sam com sua dor de cabeça, mas o remédio a deixou tão grogue que mal percebe quando assina um contrato de empregada. Sem saber o que fazer no outro dia, Sam conhece Nathaniel, o jardineiro surpreendentemente forte e engraçado que vai ajuda-la a não se sair tão mal assim. Para alguém que mal sabe como funciona um aspirador de pó, toda ajuda é bem vinda, então a mãe de Nathaniel entra nesse esquema para dar uma força. Infelizmente uma advogada formada em Cambridge não vai ficar “desaparecida” por muito tempo, e tudo vai ficar ainda mais confuso que estava no começo!

Devo deixar a situação bem clara para ele. Dizer que Trish me entendeu mal e que não tenho paixonite por ele nem nada. Ao mesmo tempo, obviamente, deixando claro que tenho.

Apesar de amar o filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, eu nunca tinha lido nada da Sophie, então esse foi meu primeiro contato com a autora. Esse livro me fez ficar apaixonada pela escrita dela, que é leve e arranca muitas risadas – juro, eu passei vergonha lendo na rua – e pode ser lido em pouquíssimo tempo. O que eu mais gosto nesse livro é como Samantha é inteligente, e como a autora encheu o livro de surpresas e reviravoltas que continuam prendendo o leitor até o fim. O final desse livro fica um pouco aberto, não termina com um fato concreto, mas termina com uma sugestão do que acontecerá em seguida. Isso foi algo que desagradou algumas pessoas, mas para mim foi bastante satisfatório – eu prefiro um final mais aberto do que um final corrido ou forçado. Amei a história e gostaria de dizer que a Editora Record arrasou com a diagramação e apesar de eu ter lido pelo Kindle, não posso reclamar de nem uma vírgula fora do lugar. Quando eu terminei a única sensação que tive foi: Meu Deus, quero ler tudo dessa mulher!




2 comentários:

  1. Amei a resenha. Estou querendo conhecer os livros dela porque dizem que ela tem o estilo da Marian Keyes, e eu amo essa molierr!! huahauhauah

    www.resenhasdiferentonas.com

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  2. Oiii, estou nessa vibe também desde que li Delírios de Consumo de Becky Bloom, porque ela tem uma pegada tão leve! Entre pré-vestibular e a vida corrida do dia a dia é maravilhoso dar uma respirada lendo Sophie! Está na minha lista, sua resenha está um amor e a foto ainda mais amor. Beijos!

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