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[Resenha] Passarinha, Katherine Erskine

quinta-feira, novembro 30, 2017


Desfecho (segundo o dicionário Houaiss) : Solução que se encontra para um negócio, uma questão ou uma situação difícil ou complicação

Talvez você esteja se perguntando porque eu comecei a resenha com a definição de uma palavra, mas fica tranquilo vou te falar o motivo disso agora mesmo. Caitlin está procurando exatamente o desfecho para sua família, que no caso é ela e seu pai. A personagem principal é autista, portadora da Sindrome de Asperger, e acabou de passar por uma situação muito assustadora, afinal um atentado causado por um atirador tirou a vida de várias pessoas, entre elas seu irmão Devon.

Caitlin tinha em Devon uma espécie de porto seguro, isso porque ela tem uma baita dificuldade de captar o sentido das coisas. O livro explicita os obstáculos causados pelo fato de que ela não consegue entender bem quando as pessoas se utilizam de termos ou olhares, pois não são literais. Por isso, soa ainda mais difícil seguir em frente, ainda mais porque o pai de Caitlin está arrasado com a perda do filho.

Acho que eu não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso.

Pode ficar calmo, o livro não é um poço de sofrimento, pelo contrário. A autora abre discussões por meio da visão da Caitlin – porque é ela que narra toda história – sobre a forma como pensa expondo a lógica por trás das ações da protagonista e nos levando ao mundo dessa garotinha. Ao mesmo tempo, a orientadora da Caitlin, Sra. Brook sugere que ela desenvolva empatia (ou auteridade – que é tentar se colocar no lugar do outro) pelas pessoas e adivinha o que acontece conosco quando começamos a ler este livro? Exatamente isso, começamos a ver além da nossa própria forma de ver o mundo, por isso esse livro é incrível!


Você pode abrir e fechar os livros um milhão de vezes que eles continuam os mesmos. Têm a mesma aparência. Dizem as mesmas palavras. (...). Livros não são como pessoas. Livros são seguros.

Claro que essa missão não será nada fácil para nossa querida Caitlin, uma vez que ela tem uma dificuldade muito grande de fazer novas amizades, de ser compreendida pelas outras pessoas e de compreender a forma como os outros se portam. Esse livro me cativou porque a Caitlin não é a única que passa por isso, eu me recordei de várias situações as quais eu não entendi e julguei a  atitude das pessoas a minha volta, sem me importar com o que elas estavam pensando, nem me esforçar para entender porque estavam agindo dessa forma. Portanto, esse livro não se trata de uma história triste para fazer todos chorarem, é sobre como todos nós nos comportamos uns com os outros independente se temos autismo ou não.


Para terminar, não posso esquecer de falar da referência feita ao livro – e filme – O sol é para todos (To Kill a Mockinbird) publicado pela primeira vez em 1960. É super fofo a conexão entre as duas histórias, o que me deixou muita curiosa para fazer essa leitura! Bem, está mais que na cara que ameeeiii este livro de coração e indico para todo mundo, sem exceções!

Você já leu? Quer ler? Me conta nos comentários! Um beijão da Yana.

4 comentários:

  1. Estou louca para ler este livro, pois sei que se trata de um assunto diferente aos que estou acostumada a ler, e acho isso sensacional!

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    1. Com certeza, espero que você leia para nós podermos bater papo sobre ele. Adoro poder compartilhar ao vivo e a cores sobre os livros que amamos!

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  2. Esse livro precisa ser lido por todas as pessoas desse mundo, sem exceção!
    A narrativa é muito boa e retrata bem como uma pessoa autista vê o mundo e se comporta nas diversas situações que acontecem.
    Realmente ele nos coloca numa senhora reflexão e depois que eu li, passei a ao menos tentar me colocar no lugar do outro para tentar entender o que ele está passando.
    Com toda certeza eu sou hoje uma pessoa diferente graças a esse livro!
    Beijos, Yanaa!

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    1. Nossa eu também me senti exatamente dessa forma quando li, parece que uma nova Yana ressurgiu da ignorância. Achei a Caitlin tão fofa, apesar de saber que algumas palavras dela me assustariam. Enfim, amei esse livro! Muito obrigada por ter passado por aqui, amiga!

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