Slider

Auto Estima: Quando Seu Lugar de Tropeço Pode te Erguer

terça-feira, agosto 28, 2018



Meu lugar de tropeço sempre foi minha autoestima baixa.  Não sei qual é o seu, mas por incrível que pareça isso foi difícil de ver. Talvez por que eu fui melhorando com o tempo e evitei o máximo possível conversar sobre isso de forma verdadeira e aprofundada. Acredito que tudo isso foi por medo de não ser compreendida ou por ser ridicularizada, porque há pessoas que não passaram por isso, então elas não entendem quando você mesmo é o maior sabotador de todos os seus sonhos e projetos, sem nem perceber.


Falar sobre isso ainda me causa um breve mal estar, porque não venci completamente esse mal. Mas, em uma bela manhã de sábado uma amiga me fez ver que eu não acredito em mim mesma e isso é pior do que quando ninguém acredita em seu potencial. Afinal, você pode abandonar pessoas e práticas tóxicas (o que também não é fácil), porém e quando a toxina principal que está envenenando todos os seus objetivos são produzidos por você mesmo?

Por muito tempo eu não me senti o suficiente, mas achei força em bons amigos, além de precisar de olhar para mim mesma com outra perspectiva. Esse é um ponto importante. Todos olham e veem uma coisa só, eu precisei olhar, ver além do que todos veem. E eu vi que (apesar de não ter muito dinheiro) eu sou um ser humano, com conteúdo (pensamentos, desejos, sonhos) e precisava sim seguir em diante.

Olhar para trás ainda dói um pouco. Ainda assim eu finalmente consegui encontrar no meu lugar de tropeço forças para me levantar. Além disso, eu olhei para os outros, eu me doei um pouco e comecei a ver a dor de outras pessoas (e não para fazer comparações porque isso não ajuda muito em nada) e comecei a crescer curando-me junto a elas. No cursinho, eu comecei reuniões para conversas periódicas sobre Deus, religião, problemas sociais e qualquer outra coisa que pudéssemos conversar. Daí pude ver o mundo de outras pessoas, e limpei a minha alma chorando dos problemas delas (e dos meus), além de procurar com elas uma luz no fim do túnel.



O meu tropeço fica evidente no cursinho. Porque as pessoas me procuram para ajudar em matérias, para dividir experiências e eu nunca pensei que eu realmente poderia ajudar. Poxa, sou só eu. E daí quando alguém disse “Yana, você precisa confiar mais em si mesma. Olha o tanto de coisa que você faz por aqui.” e outra disse: “Yana, você é tão persistente, a forma como você aguenta esse lugar e como você divide o que sente conosco me fez perceber que nós sentimos as mesmas dores de forma diferente e que podemos nos ajudar. Te admiro muito.” Essas falas serviram para me mostrar o quanto eu não confio em mim. Ninguém nunca disse que não acredita na possibilidade de eu realizar meus sonhos, eu disse.

Falta menos de três meses para prova, e eu estou começando a desenvolver a prática de não me auto sabotar, de viver em plenitude com tudo que acredito. Olhar para minha queda e fazer dela uma escada para me erguer trouxe um novo olhar de mim mesma. Espero que você também consiga, afinal todos nós temos um local de tropeço.

Vamos nos erguer juntos?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CopyRight © | Theme Designed By Hello Manhattan