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Dumplin: E quando eu mesma não gosto de mim?

sexta-feira, março 01, 2019

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Editora Valentina | 2017 | 336 páginas | SKOOB 



SINPOSE

Willowdean Opal Dickson é uma garota cuja a mãe venceu o concurso Miss Jovem Flor do Texas na década de 90 enquanto a filha não dá a miníma para nada disso. Gorda assumida, Will (apelidada de fofinha pela mãe) convive bem com o corpo até conhecer Bo Larson, vulgo crush. A garota leva um tremendo susto quando vê que a atração que ela sente é recíproca, afinal porque um cara como Bo se atrairia por uma garota como ela?

Quando Will começa a duvidar de si mesma, descobre que não se aceita tanto quanto imaginava. Por isso, ela decide recuperar a confiança por meio concurso Miss Jovem Flor do Texas para provar para si mesma e para todos - junto com suas três amigas fora do padrão - que ela merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer garota.

"...houve ocasiões em que me proibi de fazer coisas importantes. E tudo porque estava com medo de que alguém me olhasse e decidisse que eu não tinha valor."

O QUE EU ACHEI



Com certeza, se você está procurando uma história sobre representatividade, eis aqui um livro maravilhoso para retratar isso.

Gostei muito do livro fiz horrores de marcações nele. Na verdade, eu já me senti como Will, me identifiquei muito em ficar insegura quanto ao meu corpo e a minha identidade, e não sabemos a necessidade de buscar respostas sobre isso até que tenhamos uma crise, sem saber quem somos e qual nosso propósito. E é exatamente sobre isso que o livro aborda. Will quer viver, mas como uma adolescente se sente meio perdida - como qualquer um já sentiu - ainda mais nesse período em que somos tão rotulados.

A parte difícil vem quando Will e Ellen caem em um abismo de entendimentos diferentes por causa do concurso, o que separa as duas por um bom tempo. Gostei dos personagens desse livro, apesar de achar que a mãe de Will é meio alheia aos sentimentos dela no livro, e que bom que no filme é um pouco diferente. Já que estou falando de personagens, devo dizer que amei tanto no livro quanto no filme Bo Larson, vulgo crush. Ele é como o garoto que quero viver no meu futuro, não é nenhum garoto perfeição, mas tem algo crucial, não é preconceituoso. Além disso, temos Ellen e as outras meninas para falar de amizade, de construção, de ciúmes do sucesso do outro, de tantos assuntos que fazem parte do nosso dia a dia e nem percebemos. Ahhh e antes de esquecer, a grande referência é Dolly Parton, e fiquei calmo você não é único que teve que pesquisar sobre ela no google porque nunca tinha ouvido falar.

"Não foi só a aparência de Dolly que nos atraiu. Foi a atitude inspirada na consciência de que as pessoas achavam essa aparência ridícula, mas sem mudar nem um único detalhe, porque se sentia bem em relação a si mesma. Para nós, ela é... invencível."

Não sei se gostei mais do filme ou do livro. Julia Murphy expõe mais sobre a realidade nua e crua - juro que não é nada pesado - sobre como as experiências podem tirar o melhor de nós, além dos sentimentos de Will que são tão humanos por meio da abordagem de reflexões mais sérias. Já no filme, os personagens são mais empáticos e inspiradores, o filme nos fortalece por meio da união das meninas em prol de algo grande. Enfim, recomendo que leiam o livro e assistam o filme, é uma experiência completa! Leu Dumplin'? O que você achou? Um beijo da Yana.

Um comentário:

  1. Amei essa sua postagem, sempre estou visitando seu blog e lendo suas postagens.. Seu blog está salvo em meus favoritos..

    Parabéns!

    Amo seu blog ❤️..

    Meu Blog: Caju Cap

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